Indicação do dia!

Pra hoje, um filme com John Travolta no papel de um “bobão” e Dustin Hoffman como um jornalista mostrando seu serviço. Ele e toda a imprensa… Daí vem O Quarto Poder com direção de Costa Gravas.


Pesquisas…

Você acredita nas pesquisas do governo?

As vezes me sinto dentro de 1984*, onde não lembro de ontem, não sei sobre o amanhã…É o próprio Ministério da Verdade manipulando como lhe convem.

*1984: Livro de George Orwell, escrito em 1948.


She

She may be the face I can’t forget,
A trace of pleasure or regret,
May be my treasure or
The price I have to pay.

She may be the song that summer sings,
May be the chill that autumn brings,
May be a hundred different things
Within the measure of a day.

She may be the beauty or the beast,
May be the famine or the feast,
May turn each day into a
Heaven or a hell.

She may be the mirror of my dream,
A smile reflected in a stream,
She may not be what she may seem
Inside her shell.

She who always seems so happy in a crowd,
Whose eyes can be so private and so proud,
No one’s allowed to see them
When they cry.

She may be the love that cannot hope to last,
May come to me from shadows of the past,
That I’ll remember till the day I die.

She may be the reason I survive,
The why and wherefore I’m alive,
The one I’ll care for through the
Rough and ready years.

Me, I’ll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I’ve got to be.
The meaning of my life is she, she, she…


A censura àquilo que faço, àquilo que sinto. Censura de sentimentos; lágrimas, sorrisos. A todo momento tem de ser explicados. Precisam de motivação pra existir e explicação plausivel para não acabarem sendo em vão.
As felicidades nascidas dos problemas, os desesperos paridos das alegrias. Ainda respirando, a cada dia. Oscilando…

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É a vida que bate mais forte. Você descobre que aquilo pra que dava valor nem é importante pra quem você ama. Seu tolo, só perdeu tempo com patéticos sentimentos.

Divirta-se em morrer aos pouquinhos.

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-.-

Casa comigo?
Vem passar um fim de tarde ao meu lado
Eu te mostro o quanto é possível ser feliz
E se ainda assim você não souber o que fazer
Eu vou esperar, segurando sua mão


Ser

” Vagamente pensava de muito longe e sem palavras o seguinte: já que sou, o jeito é ser.” Clarice Lispector


Passado menos futuro’

Igual a presente.

“O passado não volta e o futuro pode não chegar…”

Não deixe que suas esperanças de hoje caiam em meio ao vazio. Eu vejo pelas ruas, amontoados nos cantos, tratados como menos que lixo. As rugas tomando toda a face e nenhum neto para fazer brotar um sorriso. A barba branca se estende, mas não há alguém que ache que se pareça com papai noel. Aquelas pobres crianças de infância perdida já perderam essas esperanças há tempos. São parte dos tratados como amontoado de lixo. Os pés descalços, os olhos cansados, a face faminta. É isso que são. O resto do mundo. São vistos, são motivo das discussões, mas nunca ajudados. Não tem chance.
Sem perspectiva…


Outras frequências ♪

seria mais fácil fazer como todo mundo faz
o caminho mais curto, produto que rende mais
seria mais fácil fazer como todo mundo faz
um tiro certeiro, modelo que vende mais

mas nós dançamos no silêncio
choramos no carnaval
não vemos graça nas gracinhas da tv
morremos de rir no horário eleitoral

seria mais fácil fazer como todo mundo faz
sem sair do sofá, deixar a ferrari pra trás
seria mais fácil, como todo mundo faz
o milésimo gol sentado na mesa de um bar

mas nós vibramos em outra freqüência
sabemos que não é bem assim
se fosse fácil achar o caminho das pedras
tantas pedras no caminho não seria ruim

Engenheiros do Hawaii


Significa o que?

É o meu vício. Eu não fumo ou bebo…Eu escrevo.
De verdade o que eu posso fazer? Eu prefiro continuar com esse whisky e aqueles velhos charutos baratos…


E cada vez eu olho o relógio, sempre vivo na parade. Às vezes parece que o tempo sumiu. Às vezes parece que se recusa a passar. Mas o que eu continuo a sentir é somente esse torpor, o cheiro dessa sala empoeirada de janelas fechadas e o gosto daquela bebida…A única luz viva que vejo é a restia de sol que se aventura bravamente em entrar por uma fresta entre as cortinas, daquela solitária janela que não abro há anos.
Enquanto o tempo brinca com minha consciência eu continuo aqui, sentindo a mesma dor…De deixar de viver aos poucos.


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